Resenhas
Publicações relativas a Louis W. Ballard (1931-2007)
Courtney J. Crappell, Native American Influence in the Piano Music of Louis W. Ballard. Dissertation: The University of Oklahoma, School of Music, Norman, Oklahoma, USA 2008
E. A. Schreiber, Mönchengladbach
No dia 9 de fevereiro de 2007 faleceu, em Santa Fe, New Mexico, o compositor indígena norte-americano Louis W. Ballard (*8 de julho de 1931). O regente americano Dennis Russell Davies promoveu a música de Ballard na Europa, primeiramente em 1974 durante uma tournée da St. Paul Chamber Orchestra pela Europa do Leste. Na Alemanha, apresentou um programa com as suas obras na Rádio do Sarre, em 1986 e, em 1989, na Beethovenhalle, em Bonn.
Agora, o pianista e musicólogo americano Courtney J. Crappel apresentou uma dissertação à University of Oklahoma a respeito da influência nativa americana na música para piano de Louis W. Ballard. Trata-se de um trabalho cuidadoso, que pela primeira vez oferece de forma sistemática uma aproximação analítica à música de Ballard. O trabalho tem 166 páginas, das quais 103 de texto e análise, com exemplos musicais, e 55 de apêndice com entrevistas de personalidades próximas ao compositor na vida privada e artística.
Crappell demonstra, com base na música para piano, o desenvolvimento da abstração na obra de vida do compositor, que contretiza a sua posição de trabalhar com a essência da cultura indígena da América. Ballard aproveita dos seus conhecimentos da música indígena americana e da música artística européia para criar uma música original de estilo próprio.
Um dos capítulos do trabalho é dedicado à biografia. Aqui, Crappell considerou muitas informações até hoje inalcançáveis. A história de vida aqui descrita surge como que uma contribuição à história da emancipação indígena nos Estados Unidos da América no século XX.
Segue uma análise dos Four American Indian Piano Preludes, de 1963, que podem ser vistos como o início da carreira de Ballard como compositor. Foram criados durante os estudos de Ballard com Darius Milhaud. Crappell examina detalhadamente os vários elementos estilísticos da música indígena e demonstra como são tratados no idioma da música de concerto ocidental. Característicos são aqui a polirítmia e a linearidade. Assim, frases melódicas, sem que citem a monofonia dos cantos indígneas, são ligadas a figuras de acompanhamento percussivas de cunho virtuosístico. As oitavações freqüentes podem ter sido inspiradas pelo estilo vocal dos indígenas nos Plains, no qual vozes masculinas e femininas cantam paralelamente. Os Preludes são peças de caráter, mas a música não é uma ilustração romântica ou impressionista dos títulos Ombáska (Luz do Dia), Tabideh (Caça), Nekátohe (Canto de amor), e T'ohkáne (Dança de Guerra). A textura, além do mais, é tonalmente heterogênea.
O desenvolvimento criador posterior é tratado a partir do City Tryptichons e do movimento inicial do Concerto para Piano.
As duas fantasias de concerto A City of Silver (1981) e A City of Fire (1984) e o Impromptu de Concerto A City of Light (1987) surgiram de inspirações que o compositor obteve em viagens. A City of Silver foi criada após uma viagem à Argentina, em 1980, e refere-se a Buenos Aires e ao Rio de la Plata, trazendo a dedicatória "Para todos los desaparecidos del mondo". A City of Fire refere-se aos laboratórios para o desenvolvimento das bombas atômicas em Los Alamos, que o compositor pode ver durante os seus passeios noturnos a partir de Santa Fe. A City of Light surgiu durante uma visita a Paris, onde a Place Balard no 15. Arrondissement lembra do editor musical da família Ballard, à qual o compositor deriva o seu nome civil.
Na série de sua produção, as peças tornam-se mais longas e, com a gradual complexidade de seu estilo, também mais ambiciosas do ponto de vista técnicop. O pianista americano Tim Hayes comparou o seu grau de dificuldade com as sonatas para piano de Prokofiev e com as obras para piano de virtuosidade de Bartok.
A City of Silver dura apenas 7 minutos e começa com um movimento em tresquiálteras, tranquilo, que é mantido num decorrer marcado pela intensificação da textura, das dissonâncias, da dinâmica e do tempo. Pouco antes do término, a textura se dilui até o silêncio. O pianista lê uma nota com 8 traços suplementares, como se o compositor procurasse, com o tom, os desaparecidos.
A City of Fire dura ca. de 8 minutos e começa, após uma introdução quase que improvisatória, com uma Exposição de um motivo de caráter de dança. Esse motivo é elaborado a formar uma estrutura, que se assimila, no seu modêlo fundamental, a uma reação em série nuclear. Paralelamente à intensificação da densidade rítmica, do volume e da densidade de textura, a sequência melódica é ampliada de um 6/8 e três 5/8 compassos a quatro 6/8 e seis 5/8 compassos. No ponto culminante, após ca. de três quartos da duração total, o motivo se desintegra em fragmentos cada vez menores, diluindo-se em glissandi e passagens.
A City of Lights dura ca. de 10 minutos e obedece a um modêlo de desenvolvimento como as demais peças. Só que aqui já os compassos iniciais surgem como complexos do ponto de vista rítmico e tonal. Motivos dos primeiros compassos são desenvolvidos ritmicamente em diferentes metros de 10/8, 9/8, 7/8 e 6/8. Para a representação da luz, o compositor utiliza-se de todos os timbres sonoros que pode obter do piano.
Também aqui o estilo de Ballard é caracterizado pela poliritmia e pela mudança de passagens monófonas, homofônicas e polifônicas. As exigências pianísticas são altas. Em A City of Silver, por exemplo, há um contraponto a duas vozes na mão esquerda e, em A City of Light encontram-se rítmos binários e ternários concomitantes. São porém executáveis, e Louis W. Ballard executou êle próprio, e o mais frequentemente, A City of Light.
Do Indiana Concerto for Piano and Orchestra, Ballard deixou à sua morte em 2007 partes do primneiro movimento, complementados postumamente pelo seu protegé Brent Michael Davids, de acordo com os esboços existentes. Trata-se de uma obra de encomenda para a Indianapolis Symphony Orchestra em Indiana, USA. Brent Michael Davis, compositor de música para filmes e de concerto, descendente do lado indígena de um Mohican, compôs mais dois movimentos, e essa versão foi executada em janeiro de 2008 em Indianapolis pelo pianista italiano Emanuele Areiuli, ao qual é dedicada, e sob a direção de Mario Venzago.
Essa música é mais tonal do que as composições para piano anteriores. Reconhece-se um centro tonal ao redor do si. Dois sustenidos surgem à clave e o início e o fim do movimento encontram-se no modo eólico. A forma do primeiro movimento é um Rondo em cinco partes A B A C A. O início monofônico e periódico surge como que escultural. Na parte B, os instrumentos de corda introduzem um tema de impulso ascendente, tendo como obstáculo um modêlo polirítmico conhecido. Oboés e clarinetas expõem um novo tema na parte C. A partir daqui, Davids dá prosseguimente à textura com os temas de Ballard e termina com uma Coda ao modo do início. Brent Michael Davids denominou esse movimento "A Spirited Farewell". Ajuntou um movimento lento com o título de "Music Box Manitou" e um movimento final breve de título "Stomp Dance for Louis", de modo que surgiu uma obra de traços clássicos, apesar de todas as diferenças estilísticas.
Resumindo, Crappell constata que Louis W. Ballard é o primeiro compositor indígena que desenvolveu um estilo único, tendo unido os seus profundos conhecimentos da música indígena americana às técnicas altamente desenvolvidas da música de concerto ocidental. Para êle, foi importante tornar conhecida a música indígena em seus diferentes aspectos ao público de concerto orientado ocidentalmente e abrir novos contextos para a música erudita. De outro lado, quis que também os indígenas americanos compreendessem a sua música. Talvez tivesse exagerado um pouco ao dar esclarecimentos programáticos à sua música. Embora sendo de interesse para a análise, pouco auxiliam à execução. O estilo altamente desenvolvido de Ballard camufla a mensagem cultural subjacente à sua música e a torna enigmática. Também pelo fato de ser um produto da cultura indígena da América há o risco que caia no esquecimento.
No apêndice, o leitor encontra uma lista cronológica de obras, e é um dos aspectos positivos do trabalho que, apesar das limitações impostas pelo seu escopo, indique outras obras do compositor de maior importância. As entrevistas que seguem elucidam a recepção de Ballard em contextos pessoais e artísticos.
Emanuele Arciuli leciona no Conservatório de Bari, ocupou-se de forma intensiva com a música contemporânea americana e sobre ela escreveu. Para êle, a música de Ballard lembra muitas vezes a de Bartók, Janácek e Martinu. Segundo a sua apreciação, Ballard preocupou-se cada vez mais com a abstração, pois odiava ver os indígenas associados com arco e flecha. Arciuli iniciou com as gravações da música de Ballard em CDs.
Louis Anthony Ballard é o filho mais velho do compositor, que dá continuidade à firma de seu pai e administra a sua herança artística e intelectual. Ele conta, em breves palavras, de forma detalhada e expressiva, a sua vida cheia de conflitos. Oferece, aqui vários elementos que podem ser úteis a novas biografias.
Brent Michael Davids conhece Ballard desde 1979. Ele acentuou a sua mestria na música ocidental de concertos, em particular na instrumentação clássica. A questão das influências indígenas não pôde responder com relação a cada obra em particular, reconhecendo-a em traços melódicos e rítmicos. Salienta que Ballard tinha o orgulho de não fazer arranjos, mas sim de escrever música original.
A pianistza Lisa Emenheiser teve a sua formação na Julliard School. Travou conhecimento com Ballard quando executou, em 2006, os seus Four American Indian Piano Preludes no Smithsonian Institute, National Museum of the American Indioan, em Washington, D.C.. Ela aprecia nessa música a qualidade rítmica, que deixa ampla liberdade ao intérprete. Pessoalmente, lembra-se de Ballard como um ouvinte altamente concentrado e que lhe deu várias sugestões interpretativas em imagens vitais.
Tim Hays é um pianista americano da cidade de New York, que conhece Ballard desde 1995. É um Hochunk de Nebraska, hoje conhecido como Winnebago. Executou várias vezes os American Indian Piano Preludes e A City of Silver.
Descreve Ballard, de acordo com os seus encontros pessoais, como sendo um homem de irradiante cordialidade, que encarava os seus parceiros de conversa de forma sempre encorajadora e de reconhecimento. Hays admira a obra de Ballard nos seus anos de juventude, quando teve que trabalhar em diferentes empregos, aproveitando as noites para os seus estudos e composições. A sua creatividade seria especial, pois tirou a sua energia do contato com a comunidade indígena da América. Senti-se como parte dessa comunidade em todo o lugar onde se encontrasse. Tim Hays testemunha o grande amor de Louis Ballard pelo homem indígena.
Entretanto, Hays salienta que a música de Ballard situa-se sobretudo na tradição clássica. Designa, como de suas principais influências, a música de Schostakovich, Hindemith e Bartók. A influência de Hindemith é constatada na adaptação da harmonia modal por Ballard. Em algumas composições, encontra traços das sonatas para piano de Schostakovich e de seus prelúdios e fugas. Seria uma música sem começo e fim, como uma corrente de consciência, tal como se encontra frequentemente na arte do século XX.
Naturalmente, Louis Ballard situa-se também na tradição do American Indian Movement dos anos 20 e 30 do século passado, ao qual não mais se vinculou após a Segunda Guerra Mundial. Ele foi um protagonista da arte indígena e do modo de vida indígena. A Stomp Dance, que Ballard conhecia desde a sua juventude, e que ainda hoje pode ser escutada nos Pow-Wows dos planaltos ao Sul e ao Norte, é uma das chaves para a compreensão de grande parte de sua música. Os executantes compreendem, mesmo sem formação musical, de forma intituitiva os complexos rítmos, assim como as interrupções e as entradas das vozes.
Apesar disso, a música de Ballard é universal, pois se apropria dos paradigmas de Bartók em destilar a música étnica em música erudita européia. Hays cita, como exemplo para comparações os volumes quatro e cinco do Mikrokosmos. O destino de não ser bastante conhecido e não ter deixado uma obra demasiadamente extensa é compartilhado com muitos outros compositores do século XX.
Ao lado dos Preludes, que Hays considera como tão significativos como a música de Ravel, Debussy, Barber e Schostakovich, aprecia as Katcina Dances. Executou-se frequentemente Ritmo Indio e Incident at Wounded Knee. O mesmo seria desejável para o ballett Koshare e o trio Midwinter Fires.
Joseph Rivers compõe música erudita e para filmes, e leciona na University of Tulsa, em Oklahoma, USA. Estudou, assim como Ballard, composição com Béla Rózsa e dedicou um trio para piano a seu amigo falecido. Rivers se recorda que Ballard permaneceu grato a seu professor durante toda a sua vida. Rózsa, um imigrante húngaro, estudara com Schönberg e transmitiu a seus estudantes conhecimentos da música dodecafônica e outras técnicas atonais. Na Universidade de Tulsa, executou-se a cantata coral Portrait of Will Rogers, de Ballard. Rivers considera Ballard como um pioneiro significativo na história da música do século XX.
Roberta Rust é uma concertista de piano e leciona no Lynn Conservatory em Boca Raton, em Florida, USA. Ela tocou A City of Silver e A City of Fire em 1984 no Carnegie Hall, em New York. A sua mãe nasceu na reserva Sioux em South Dakota, ela própria cresceu em Houston, Texas. Louis Ballard a conheceu pelo seu interesse pela música contemporânea. Rust considera os Preludes como pequenas peças indianísticas. A trilogica City, ao contrário, surge para ela como música relevante e ambiciosa da Avantgarde americana, não sem similaridade com as obras de Charles Ives. Uma selvageria crua, é o que nela aprecia, lembrando-se do Rudepoema de Villa-Lobos. A forte dissonância era o idioma predominante dos anos 20. A City of Silver possui passagens contrapontísticas, e o início e o fim são claramente estruturados. A City of Fire, livre na sua géstica, surge como de cunho improvisatório, o que pode ser relacionado com correntes neo-românticas dos anos 1980. Ballard, porém, não lhe ofereceu dados relativos a influências recebidas. Ela não exclui a possibilidade de que nessa música se manifeste o inconsciente, essa suposição, porém, apenas poderá ser respondida mais facilmente no futuro.
Isabel Schnabel é a sobrinha de Arthur Schnabel. Vive como professora de piano, germanista, pesquisadora de teatro e psicóloga nos Países Baixos, de onde fomenta a difusão da música de Ballard e da cultura indígena da América. Está escrevendo uma biografia de Ballard. Encontrou-o em setembro de 2000 numa jornada em Salzburgo, Áustria, apaixonando-se. Desde então passa todos os anos algumas semanas nos Estados Unidos e tornou-se amiga dos amigos de Ballard. Ballard, tal como um Bartók, sempre elaborou temas e motivos indígenas na sua música, e a maior parte das pessoas ficou impressionada com a sua música e o seu carisma.
Ed Wapp é uma etnomusicóloga especializada em música indígena americana. Como Sac e Fox é também êle um Comanche do Nordeste de Kansas. Lecionou até há pouco piano e world music no Institute of American Indian Arts em Santa Fe, New Mexico. Foi amigo de Ballard desde 1963. Um anos antes, a sua mãe e Ballard haviam sido fundadores do Instituto. Ballard havia criado um coro para a execução de cantos indígenas. Da música vocal, Ballard ganhou inspirações para a sua criação musical. Procurou por assim dizer tirar o aroma dessa música de cerimônias e de acontecimentos históricos, assim como do meio. Ballarc nunca falou na sua morte que se aproximava. Para Wapp é particularmente lamentável que a sua segunda mulher tenha de viver numa casa de retiro devido à sua doença de Parkinson, e foi triste ver que a casa de Ballard foi vendida após a sua morte, tendo-se distribuído ou empacotado os seus materiais.
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Louis W. Ballard (1931-2007), Native American Indian Songs: Taught by Louis W. Ballard. Compêndio com 2 CDS, Bibliografia, Comentários e Fotografias, 110 páginas. Caderno. The New Southwest Music Publications, Santa Fe em New Mexico, USA, 2004. ISBN-0-9747931.
A. Schreiber, Mönchengladbach
O compositor, etnomusicólogo e pedagogo americano Dr. Louis W. Ballard publicou, com o seu compêndio "Native American Indian Songs", uma instrutiva e, sob alguns aspectos, surpreendente coleção de cantos indígenas da América do Norte. Ela é surpreendente pela diversidade dos 27 cantos de todas as partes da América do Norte, do Alasca à Florida. Hoje, a população indígena dos Estados Unidos conta novamente com mais de 2 milhões de pessoas. Elas pertencem a mais de 200 grupos, de cultura significativamente diferenciada entre si. Assim, apesar da influência medial de Hollywood, há não apenas indígenas, mas também uma música americana indígena.
O Dr. Ballard, Quapaw e Cherokee, em mais de 50 anos, viajou por todo o continente, colecionando, estudando e transcrevendo o que restou da cultura musical indígena da América. Aqui publicou êle uma coleção que até então não havia. As etnias representadas são: Paiute (2), Esquimo-Inuit, Seminole-Creek, Pueblo-Tewa, Lakota-Dakota, Navajo-Diné (3), Pueblo-Taos, Apache, Osage, Shawenee, Ute, Pima-Maricopa, Arikara, Tsimshian, Kalallam, Iroquois, Mojave (2), Kiowa (2), Ponca, Comanche-Otoe, Tlingit e Choctaw.
Essa coleção destrói o preconceito de música primitiva. O estilo é linear monófono, a forma é em geral repetitiva de duas ou três partes, e para o acompanhamento há apenas instrumentos de percussão. Entretanto, ao lado do pentatonismo estereotipado, há outras escalas não-ocidentais (di-, tri-, tetra- e hexatônica). O âmbito das melodias alcança até o intervalo de décima segunda. Compassos regulares são antes uma exceção. Os cantos são muito diferenciados ritmicamente, com mudança de compasso em pequeno espaço de tempo.
De início, o autor se apresenta e apresenta o seu intuito, dando uma breve introdução à cultura musical dos indígenas americanos. A grafia das transcrições contém a melodia, o texto do canto e o rítmo dos instrumentos acompanhadores. Cada canto é comentado pormenorizadamente, com informações sobre idioma, forma, melodia, rítmo e acompanhamento instrumental, assim como sobre a didática e a metodologia. Onde possível descreve-se a dança e dá-se sugestões sobre a coreografia. Para o leitor, particularmente esclarecedor são os dados sobre o contexto cultural de cada canto. A história do povo respectivo é tratada detalhadamente, assim como o contexto cultural no qual os cantos são entoados, sendo apreciado do ponto de vista estético. Os textos são ilustrados em parte com fotografias, pinturas e poesias de artistas indígenas. A disposição é clara. Os cantos são distribuídos em 2 CDs em correspondência à sua disposição didático-metodológica.
O Dr. Louis W. Ballard entoa êle mesmo os cantos. Em uma das gravações ouve-se Patsy Cassadore, dos San Carlos Apache. Em outras duas, participam dois dos escolares de uma classe de quarto ano de Kenilworth School em Phoenix, Arizona, com os quais Ballard trabalhou quatro dos cantos para a preparação desta edição. A qualidade vocal é agradável e instrutiva.
No apêndice, encontra-se uma bibliografia pormenorizada. O compêndio é incluído numa caixa que contém uma coleção de 20 pranchas com fotografias históricas. Como esse livro satisfaz as expectativas especializadas quanto a uma introdução à música dos indígenas da América e é versada numa linguagem de geral compreensão, com as suas explicações de conceitos técnicos, é apropriada para o ensino, do jardim da infância à Universidade, assim como para todo o leitor interessado.