Doc. N° 2316

Prof. Dr. A. A. Bispo, Dr. H. Hülskath (editores) e curadoria
científica
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112 - 2008/2
Inglaterra-Brasil-Chile
Abertura de portos na América hispânica e a influência inglêsa
na história cultural de Valparaíso
pelos 200 anos da abertura dos portos do Brasil
Valparaíso, Chile. Trabalhos da A.B.E. 2008
A.A.Bispo
Pela passagem dos 200 anos da chegada da família real portuguesa
ao Brasil tem-se salientado a importância econômica e histórico-política
da abertura dos portos brasileiros às nações amigas. A A.B.E.
vem considerando, nesse contexto, o significado histórico-cultural
dessa medida e a sua relevância sob a perspectiva das relações
internacionais.

Trabalhos da A.B.E., fevereiro de 2008 (Fotos A.A.Bispo)
O papel desempenhado pela Inglaterra no processo então desencadeado não se resumiu à esfera econômica. Teve repercussões consideráveis na vida cultural do Brasil. Vários estudos da história sócio-cultural brasileira já foam dedicados à análise de seus efeitos, inclusive sob o aspecto da história das mentalidades.
Em relato de trabalhos publicado no número anterior desta revista,
documenta-se o intuito da A.B.E. em focalizar esse desenvolvimento
a partir de um ponto de vista global, em particular considerando
as suas relações com a história imperial britânica do século XIX
(http://www.revista.brasil-europa.eu/111/India-Europa-Brasil.htm).
Nesse intuito de ampliar o ângulo de observação no estudo histórico-cultural
cumpriria considerar processos similares desencadeados pela abertura
dos portos em países hispano-americanos. Sobretudo sob o aspecto
do novo interesse despertado pelo Mercosul pareceu à A.B.E. ser
conveniente e necessário considerar com mais cuidado processos
desencadeados pela atividade britânica em outras regiões sulamericanas
nos seus elos com aqueles analisados na história cultural do Brasil.
Essa consideração ampla da história cultural transnacional impulsionada
por medidas político-econômicas que levaram e que resultaram da
"abertura de portos" pode oferecer incentivos ao estabelecimento
de bases históricas para estudos culturais à luz do Mercosul,
uma vez que também aqui se trata de desenvolvimentos determinados
fundamentalmente por motivos econômicos.
Significado de Valparaíso
Como ponto de partida para reflexões contextualizadas escolheu-se a cidade de Valparaíso, visitada em fevereiro de 2008. Várias razões justificaram essa escolha.
A capital da província Valparaíso do Chile, é o mais importante porto comercial do país e centro industrial e cultural (Universidade católica, institutos científicos, bibliotecas). A cidade está situada numa baía de ca. de 4 qm de largura, edificada em terreno aterrado pouco acima do nível do mar, constituindo atração paisagística e turística pelos seus bairros às encostas dos morros, ligados à parte baixa por meio de numerosos ascensores.
Foi fundada em 1544 por P. de Valdivia. Em 1578 foi atacada por F. Drake, em 1596 por J. Hwaekins e em 1599 por O. van Noort. Em 1778, o comércio dos portos com a Espanha foram liberados.
O progresso maior de Valparaíso deu-se no século XIX, após o término das guerras de independência, quando os portos foram abertos ao comércio com a Europa. A exploração da Califórnia também contribuiu para o desenvolvimento do porto, passagem obrigatória dos navios antes da abertura do canal do Panamá.
Valparaíso e a ABE
Uma das razões da escolha de Valparaíso foi o fato de a A.B.E. aqui poder basear-se em elos de cooperação de longa data, iniciados em 1975 no âmbito da publicação do estudo de Luis Merino sobre as "Música y sociedad en el Valparaiso decimonónico" (Die Musikkulturen Lateinamerikas im 19. Jahrhundert, ed. R. Günther, Regensburg: Bosse 1982, 199-235).
Já nesse estudo, Luís Merino salientava:
"El comienzo de su buliente actividad comercial está señalado
por la declaración de libertad de comercio de 1811, la que acabó
con la política exclusivista de España, política que prohibía
a sus colonias comerciar con otros países que no fueran la Madre
Patria (...) El año de 1811 señala también el comienzo del comercio
entre Chile e Ingraterra (...) A través del siglo XIX, el capital
inglés dominaría el comercio internacional chileno, y por por
medio de una actividad múltiple tendría una grande y decisiva
influencia en la actividad económica chilena, consolidando su
supremacía económica hacia 1840. Según Hernán Ramírez Necochea,
la primacía comercial de Inglaterra en Chile era tan acentuada
como en la economía de sus colonias" (op.cit. 200)
Em 1822, a população de Valparaíso era estimada em 15.000 habitantes,
sendo 3000 estrangeiros. Em 1824, calculou-se a população em 8000
habitantes, dentre os quais 1000 eram inglêses. Apesar da falta
de coerência desses dados, demonstram o elevado número de estrangeiros,
sobretudo de procedência britânica no porto chileno.
Observadores da época (W. B. Stevenson) notaram a intensa influência
inglêsa na vida social e cultural da cidade: ao redor de 1822
havia-se adotado muitos costumes ingleses nos trajes e no mobiliário
das casas, obtendo uma aprovação geral tudo o que se fazia segundo
o modêlo inglês. Maria Graham, que também visitou o Brasil, em
1822, testemunhou a influência britânica na vida musical da cidade.
Assim, por exemplo, os pianos, em elevado número, eram importados
quase todos da Inglaterra.
A "foreign society" de Valparaíso e a burguesia chilena foram
comparadas ntre si por William S. Ruschenberg, em 1835. Segundo
esse observador, a sociedade estrangeira era mais intelectual,
mais propensa à conversação, mais dedicada ao comer; os chilenos
seriam mais musicais e mais propensos à coqueteria. Outros observadores
de meados do século descreveram os costumes da cidade como sendo
evidentemente ingleses, tais como o do jantar a uma hora mais
tardia, as grandes sobremesas e a prática de passar as tardes
em casa, com a família.
No desenvolvimento da vida cultural de Valparaíso tem-se distinguido duas fases, ambas determinadas pela inserção do porto em acontecimentos e processos internacionais: uma fase de formação, de 1811 a 1844, e outra de amadurecimento, de 1844 a 1900.
O desenvolvimento econômico e social de Valparaíso como centro comercial a partir de 1844 tem sido vista em parte como resultado de investimento de capital na mineração do Norte Chico, na agricultura e obras de construção de canais, na salitrerias do Norte, na instalação de indústrias e na construção da ferrovia a Santiago. Salienta-se que a vida cultural teria adquirido claros traços de cosmopolitismo, como documentado em descrição de viajantes.
A mais antiga das associações estrangeiras foi a dos alemães (Deutscher Verein), fundada em fins de 1837. Foi a primeira associação alemã fundada na costa oeste da América do Sul. Seu primeiro presidente foi Friedrich Muchall e membros da sociedade atuavam como instrumentistas e compositores. Assim, em 1844, sócios da Singakademie do Deutscher Verein cantaram na Igreja de La Matriz uma Misa de Aquinas Ried, compositor ali residente.

Valparaíso nas obras geográficas européias
Obras geográficas do passado, hoje clássicas, salientaram o papel de Valparaíso como centro comercial, diferenciando-se assim de Santiago.
"Valparaíso é uma cidade comercial no puro sentido do termo, ao contrário de Santiago, cidade de residência, de funcionários e de Govêrno: aqui predominam os chilenos, tranqüilidade e atmosfera residencial, palácios governamentais e serviços públicos, em Valparaíso adaptação dos chilenos aos europeus quanto à vida, aos costumes e às concepções, agitação e vida, cenas portuárias, barulho de ruas, manifestações de espírito comercial por todos os lados, poucos edifícios públicos e esses, como o da Alfândega, servindo na sua maior parte a finalidades do comércio." (Wilhelm Sievers. Süd-und Mittelamerika 2a. ed. Leipzig/Viena: Bibliographisches Institut 1903,375)
"Valparaíso, em contraste com o seu nome, está localizada nas encostas de morros íngremes, marron-avermelhados e pelados de região infrutífera da baia de Valparaíso. A parte ocidental da massa de edificações é ocupada pela cidade velha El Puerto; na baía localíza-se o grande bairro de El Almendral com a sua bonita cidade periférica Merced, a Leste o bairro El Baron. O porto tem docas flutuantes, é protegido por diques; é porém de tal modo submetido ao vento do Norte que torna freqüentemente impossível o descarregar, sobretudo em julho. Ao longo da costa, a estrada de ferro se dirige a Viña del Mar, bela localidade com mansões, a primeira estação no caminho a Santiago, e nos altos das montanhas também se elevam vilas sobre a cidade. Em Valparaiso há algumas indústrias, nomeadamente fábricas de máquinas, de construção de carros, de cigarros e de produção de água mineral, destilarias, cervejarias, moinhos e rafinarias de açúcar, além de estaleiros e outras instalações que servem à construção de navios. Em 1820, a cidade tinha apenas 2000 habitantes, hoje vivem nela e nas suas redondezas 11000 estrangeiros, entre êles ca. de 3000 alemães." (op.cit. 375)
Valparaíso na cultura de difusão européia
Com base em relatos de viagens, publicações populares, de divulgação, dedicaram trechos relativamente longos a Valparaiso.
"Aportamos num cais amplo, solidamente construído, que separa o porto comercial do militar. Passamos por cima de alguns trilhos da ferrovia que leva a Santiago e chegamos numa praça bastante grande. Ali se eleva um alto monumento, a estátua de um simples coronel da Marinha, Pradt, que há 10 anos de distinguiu nas lutas contra o Peru. A cidade se reduz a uma rua longa, bastante larga e irregular, ao longo do mar, quase aos pés do muro formado pelas montanhas. O planalto, que vem dos últimos trechos da Cordilheira, se atira repentinamente ao mar e forma uma barra estreita de areia na costa e que se aumentou pelo vento, chuva e pela terra vinda do alto. Ao largo ela não pose-se ampliar: de um lado há o mar, do outro o muro íngrime das montanhas constitui uma fronteira intransponível. Para se ganhar espaço, já se atterou o mar, aqui não fundo, e, assim, construiu-se uma nova rua e o cais.
Ao sul e ao norte da praça, a praia onde se situa a cidade é mais larga, de modo que uma outra rua pode seguir paralelamente a rua principal, com a qual se liga através de estreitas vielas. Mais ainda ao Norte a cidade se amplia em uma garganta formada pela queda da montanha. Aqui existe uma outra praça, Vitória, na qual se plantou um bonito mas naturalmente pequeno jardim social. Este é o único local da cidade onde se pode à tardinha tomar ar sob os ramos de árvores não muito viçosas e cercado de canteiros de flores de pouco crescimento, assim como ouvir uma música fraca que atrai o mundo elegante e sobretudo estrangeiros.
A cidade, assim, não tem nada de original e nada de bonito, embora respire riqueza e conforto. Ela não lembra nada de um Vale paradisíaco quer o seu nome sugere. O original consiste na parede criada pelas montanhas, que impede à cidade de se esprair ao fundo. Esse muro é pontilhado com casinhas das mais diferentes, que não apenas se colam tal ninhos nos seus cantos, como também nos barrancos, nos abismos, em todo o local onde se possam segurar, e tudo isso pendura-se sobre a cidade como uma decoração. Aqui confrontam-se dois extremos: o mundo rico, europeu, comercial e o mundo dos chilenos, pobres, e esses dois extremos não vivem um ao lado do outro, mas um sobre o outro! É notável como essas casas se colam nos rochedos! Elas se apoiam em traves de madeira; algumas dependuram-se de forma torta sobre os barrancos, de modo que sempre se pode esperar que possam cair, e isso no meio da praça.
Primeiramente não se concebe como é que se pode alcançar tais ninhos de moradia. É como se os seus moradores precisassem ter asas; apenas após contemplar-se esse muro de morros após alögum tempo é que se percebe nos seus barrancos verticais caminhos pouco pisados, pelos quais parece que mortais comuns pouco conseguiriam caminhar. O povo e até mesmo crianças pequenas se movimentam nesses caminhos com uma segurança que faria inveja a acrobatas.
E por que razão é que as pessoas se estabeleceram nessas rochas e nessas gargantas, sobretudo por não serem pedras sólidas, mas quebráveis, de modo que os moradores sempre precisam colocar novos apoios sob as suas casas? Em baixo há tão pouca terra de aluvião, a praia é tão estreita, que os comerciantes ricos tomaram todo o espaço para si. E mesmo para êles está se tornando muito apertado, de modo que o mar está sendo aterrado, ganhando-se assim novos terrenos onde podem construir os seus novos palácios. Para os pobres, dos quais há numerosos no movimentado porto de mar, não sobrou nenhuma dobra de terra, precisando assim subir o muro pedregoso.
A população da cidade baixa aumentou muito rapidamente, causando uma estreiteza insuportável; sobretudo os comerciantes, inglêses e alemães não gostam do vapor e começaram a construir no planalto casas de campo, de modo que se desenvolveu aqui uma nova cidade de magros jardins, bonita e aconchegante. Essa cidadezinha, não visível de Valparaiso, chama-se Amendral. É ligaa à cidade por um ascensor. Este leva em queda diretamente à praça onde se encontra o monumento de Pradt, ao centro da vida de comércio. É curioso descer-se do absoluto silêncio sob os céus ao infero ruidoso da vida comercial. Os comerciantes fazem-no diariamente; tentam chegar em casa antes do por-do-sol, uma vez que o caminho da estação do elevador até as suas casas de campo é freqüentemente perigoso. O plano, no qual se situa a cidadezinha, é cortado por gargantas, repleto de rasgos e de terrível poeira, de modo que se pode quebrar o pescoço e a perna nesses caminhos. Também é perigoso de sair à noite sem armas. Os pobres trabalhadores portuários, carregadores e diaristas, que moram nas margens dos abismos, não primam por particular modéstia e caem na tentatação de roubar quando se oferece oportunidade. Não se deve assim imaginar a vida de campo em Valparaíso em cores róseas; em todo o caso, é mais agradável do que na cidade baixa. Aos olhos abre-se um amplo panorama, ao logo os campos de neve da Cordilheira refresca o quadro e lhe dão grandiosidade. Além do mais, é menos abafado do que em baixo. Na época da sêca de inverno há sempre uma brisa refrescante, e toda a poeira é levada aos habitantes da cidade baixa, que freqüentemente se sufocam.
Também é mais saudável de aqui viver; pois apesar do clima excelente desse litoral chileno, Valparaiso se caracteriza por um alto grau de mortalidade. Sobretudo há aqui anemia. 40% morrem com essa moléstia. Qual é a causa? Uma delas crê-se residir na vida mais do que modesta dos pobres. A sua alimentação é tão pobre e pouco saudável que a exaustão leva à anemia. A causa principal é vista porem na poeira que cai sobre a cidade sobretudo no verão, ao soprar o vento do sudoeste. Diz-se que sobretudo jovens estrangeiras são sacrificadas por essa doença. Apesar de tudo, a imigração cresce todos os anos.
Alguns dias antes da minha chegada Valparaíso perdeu todo um bairro num terremoto, desaparecendo com 200 casas e matando 300 pessoas. Tais catástrofes não são raras. (Grube, A. W., Bilder und Scenen aus dem Natur- und Menschenleben in den fünf Hauptteilen der Erde IV: Amerika, Stuttgart: Steinkopf, 8. ed, 239ss. Nach A. Jonin "Durch Südamerika" 1896)

Destruições de Valparaiso: Terremoto de 1906
A destruição de grande parte de Valparaiso, pelo terremoto de 1906, teve naturalmente grande repercussão na Europa. Comparou-se freqüentemente o destino da cidade sulamericana com São Francisco, também sacrificada pelo terremoto e incêndios que a ele se seguiram. A destruição dessas duas importantes cidades, ao Sul e ao Norte, marcaram a literatura voltada ao continente americano do início do século. Salientou-se a destruição de edifícios de importância arquitetônica, oferecendo-se comparações fotográficas da situação anterior e à posterior à tragédia. Um exemplo oferece um anuário alemão de 1906 (Univesum Jahrbuch 1906, Leipzig: Philipp Reclam 1906) e que publicou uma gravura de 1767 e fotos fotografias da estação, do centro da cidade e da ruida igreja do Espírito Santo, cujo altar possuia particular valor artístico.
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Dessa literatura, obtém-se hoje documentos fotográficos de Valparaíso no seu estado florescente de fins do século XIX. Adquire-se a convicção, por meio delas, de que a história cultural da cidade exige em grande parte um esforço de imaginação para a recriação mental e empática de uma situação desaparecida. Uma quase que arqueologia cultural seria necessária para entender-se o verdadeiro significado de Valparaíso no conjunto das cidades sulamericanas como um dos maiores centros culturais cosmopolitas do continente. Se hoje se constata uma discrepância entre os relatos entusiásticos do passado e a urbe, e muitos visitantes salientem a sua decepção, isso não deve ser atribuído a descrições irrreais de viajantes, mas sim às destruições ocorridas e que submergiram parte da memória histórica dessa cidade portuária.

Valparaiso dá uma impressão bem internacional e situa-se aos pés de uma montanha costeira íngrime. Como se sabe, Valparaiso foi destruida quase que totalmente por um forte terremoto em 1906. A parte comercial da cidade e os grandes edifícios públicos se encontram numa barra costeira relativamente estreita, plana, enquanto que as vilas particulares e as numerosas residências sobem pelas colinas panorâmicas.
Na população se encontram, além de espanhóis, numerosos ingleses, mas também franceses e alemães, além de pessoas de outros países. A cidade mantém um comércio ultramarino intenso com a América do Norte, Europa e com o Oriente, sendo o maior porto de importação do Chile.
O clima é sadio e em Viña del Mar, pequeno balneário próximo de Valparaiso é ideal. O verão não é muito quente, o inverno pode ser porém bastante frio, nublado e chuvoso.
Perto de Santiago, Valparaiso é uma cidade pequena de província, pode-se mesmo dizer pequena cidade. É o grande porto do Chile mais ao sul. Não há muito de característico para se ver, e as expectatives que se tem da cidade tão falada sao um pouco decepcionadas. Wilhelm Müller, Das Schöne Südamerika: Reisen in Argentinien, Brasilien, Chile und Perú, 2a. ed. Berlin: Globus,1928, 128-129
Observação: o texto aqui publicado oferece apenas um relato suscinto
de trabalhos. Não tendo o cunho de estudo ou ensaio, não inclui
notas e citações bibliográficas. O seu escopo deve ser considerado
no contexto geral deste número da revista. Pede-se ao leitor que
se oriente segundo o índice desta edição (acesso acima).